Projeto Cinema Trans tem aula inaugural na sede do MPT-MA

(23/06/2025) - A aula inaugural do curso contou com a presença de autoridades do MPT-MA e do TJMA. Marcou uma nova jornada dedicada à diversidade e ao protagonismo trans na produção cinematográfica

Ocorreu, na última quarta-feira (18/06), na sede do Ministério Público do Trabalho no Maranhão (MPT-MA) a aula inaugural O Projeto CINEMA TRANS, uma promoção de Fernando Braga, publicitário, ator, dramaturgo, diretor de cena, roteirista e redator, com o apoio do Ministério Público do Trabalho no Maranhão, do Comitê de Diversidade do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) e da Rodapé Filmes.

O evento marcou o começo das atividades formativas voltadas ao fortalecimento das narrativas trans no campo do audiovisual. A cerimônia de abertura contou com a presença da vice-procuradora-chefe do MPT-MA, Renata Soraya Dantas Océa; da juíza de Direito Luana Santana e de Joelma Regina, representantes do Comitê de Diversidade do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA).

O publicitário Fernando Braga deu as boas-vindas aos participantes, apresentou as diretrizes da formação e esclareceu dúvidas sobre a metodologia e as etapas da produção audiovisual que serão desenvolvidas ao longo do curso. Ele ressaltou o caráter coletivo e inclusivo do projeto, que foi pensado para promover o protagonismo trans por meio do domínio técnico do audiovisual, em um ambiente de criação colaborativa e respeito às identidades de gênero.

Durante o evento, a vice-procuradora-chefe do MPT-MA Renata Océa compartilhou em sua fala a importância do Curso de Cinema Trans como uma ferramenta fundamental na luta contra o preconceito e na promoção da visibilidade das pessoas trans. Para ela, iniciativas como esta servem para romper com estigmas históricos, criando espaços de valorização e respeito às identidades de gênero por meio da arte e da representatividade.

A juíza Luana Santana, do Comitê de Diversidade do TJMA reforçou o apoio na realização do projeto e na busca por igualdade: “Toda e qualquer ação voltada e realizada pela comunidade LGBTQIA+ precisam ser originadas e protagonizadas pelo seu público. Vocês podem contar conosco do Comitê para alcançarmos juntos a busca de oportunidades iguais”, enfatizou a juíza.

O curso terá duração de quatro semanas, sendo as três primeiras dedicadas a aulas práticas, sempre no período da noite, facilitando o acesso de quem já trabalha ou estuda. A última semana será inteiramente voltada à realização de dois produtos audiovisuais: um curta-metragem autoral e um comercial para TV, ambos idealizados e produzidos pelos próprios alunos, com acompanhamento técnico de profissionais da área.

O MPT-MA é apoiador institucional do Curso de Cinema, evidenciando seu compromisso com a equidade, a diversidade e a justiça social também no campo cultural. A iniciativa representa um passo concreto em direção à democratização do acesso à formação técnica e artística, possibilitando que pessoas trans ocupem espaços de criação e protagonismo no audiovisual.

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